Depois de uma viagem apenas entre amigos no Toussaint, decidi fazer uma com minha família. Assim pude comparar e ter uma noção da diferença, tanto com relação à conhecer lugares, quanto em conhecer pessoas, entre os dois tipos de viagem. Essas férias se dão entre o dia 21 de dezembro e o dia 5 de janeiro e passamos ela no sul da Espanha.
Claramente, a principal diferença entre as duas viagens é a quantidade de luxo envolvido, enquanto em uma delas eu ficava em hostels, dormindo em aeroportos e ônibus, na outra, com meus pais, eu tinha um carro alugado, dormia em hotéis de alta qualidade, tendo todas as horas de sono necessárias.
Começamos a viagem em Sevilla, fazendo um tour de ônibus pela cidade conhecendo os pontos principais. No dia seguinte acabamos andando e revisitando os pontos mais interessantes de carro incluindo os estádios de futebol da região, porém, como era domingo, acabamos ficando mais do lado de fora dos monumentos e andando pelo meio das vielas bonitas da cidade.

O melhor lado de Sevilla são os restaurantes e os famosos tapas, todos os dias a noite fizemos questão de comer em locais diferentes, tentando conhecer o máximo possível a comida da região. No dia 24 já não existia mais muita coisa aberta, então não tinha muito para fazer na cidade, por isso decidimos dar um tour através de parques da região e se preparar para a grande ceia. No dia seguinte saímos de carro de Sevilha e descemos pela costa, passando por Jerez e ficando um dia em Cádiz. Ela é uma cidade muito bonita, porém sem muita coisa para fazer.
Descemos mais um pouco até Gibraltar, um pedaço do Reino Unido no final da Espanha, uma cidade que não possui nada demais com exceção da pedra na qual a cidade cresce em volta. Se eu pudesse mudar algo em minha viagem, eu colocaria mais tempo nessa cidade. Passei uma tarde inteira e não chegou a ser nem perto do suficiente para terminar as trilhas pela pedra. Algumas podem vir a demorar 12 horas. O ideal é poder passar um dia inteiro nela, de preferência dormindo na mesma, já que as trilhas são bem cansativas.

Ainda chegamos a ir para Málaga e Córdoba, todas cidades bonitas e com sua própria beleza, porem nada imperdível. No final voltamos para Sevilha pra dar uma descansada antes de pegar o avião para voltar para casa. No geral viajar com os pais é muito mais tranquilo do que viajar com os amigos, tendo muito mais liberdade para ver monumentos e centros históricos, já que não existe uma limitação financeira tão grande. Além disso, ainda conseguia comer em diversos restaurantes sensacionais, podendo assim conhecer a comida típica da região. Contudo, acabamos por conhecer muito menos do povo local, já que ficamos dentro de carros e hotéis, gerando menos necessidade de interação. Essa bolha criada pela viagem mais luxuosa acaba retirando muito da experiencia cultural que uma viagem pode conhecer. No geral, prefiro viajar com os amigos, sinto uma maior conexão com o local e com a cultura, porém, em momentos em que estou muito cansado, viajar com os pais acaba sendo mais satisfatório.
