Para entrar na faculdade aqui na França as pessoas passam antes por uma época chamada preparatoire, que é muito semelhante ao nosso período pré-vestibular, porém, em minha opinião, bem mais complicado. Esse período abrange matérias próximas do ciclo básico de engenharia, focando em muito mais teoria do que o que vemos no Brasil. Com o fim do prepa, os franceses são aceitos nas Écoles de acordo com as notas obtidas. Aqueles que passarem para a Centrale Lille se encontrarão no S5, o primeiro período da École, considerado pela grande maioria como o mais difícil de todos.
Duas semanas antes da chegada dos franceses, a École promove um momento de integração dos internacionais no qual são resolvidas as tarefas burocráticas iniciais e são dadas certas aulas de nivelamento. Na sexta feira da semana anterior ao início das aulas, os franceses são convidados a vir para a École para um percurso de integração, no qual eles são apresentados aos eventos de base da Centrale e a diversas associações presentes no mesmo. Nesse percurso o padrinho de cada estudante deve acompanhar ele e aconselhar sobre cada coisa a fazer.

Nas duas semanas seguintes temos o Start&Block que engloba diversas palestras e tarefas em equipe, esse momento serve como integração entre os estudantes, girando-os em grupos, permitindo que se conheçam e desenvolvam as habilidades softs. Os trabalhos em si não são nada complicados em questões técnicas, é necessário apenas criatividade e trabalho em equipe. Para os internacionais, essa semana serve também para percebermos a dificuldade que temos em mostrar nossa opinião em uma língua diferente.
Passado esse período de integração começa um outro momento na faculdade, esse de duração de um mês e meio chamado Start and Go. Nesse momento os centralianos são divididos em quatro grupos diferentes, em que cada um vai trabalhar com uma matéria diferente, temos aqueles que vão trabalhar com Data Science, outros com controle usando Arduino e Raspberry Pie, um terceiro com um robô cujo objetivo muda a cada ano e, por fim, aqueles vão mexer com a parte de desenvolvimento sustentável.
Cada matéria possui diversas aulas para ensinar como fazer as coisas na prática, seguida de momentos com trabalhos em autonomia para poder desenvolver o projeto final. Para os franceses, esse período funciona como uma forma de aprender que mesmo saindo de um preparatório muito bom, eles ainda têm muita coisa que não sabem e que precisam aprender. Já para os internacionais, principalmente para aqueles que já fizeram controle ou programação no Brasil é basicamente um mês e meio de esforço continuo para interagir em outra língua e conseguir apresentar as ideias na mesma.
Além dessa matéria gigantesca por um mês e meio, temos ainda: Introdução a analise matemática, o início do #projeto e duas línguas, inglês e uma à escolha. Esse #projeto se trata de um projeto de um ano e meio que é formado em parceria com empresas e que tem professores que acompanham o avanço dele. A ideia é extremamente interessante, mas na prática não funciona. Para os estudantes internacionais, a outra língua é obrigatoriamente o Frances, independentemente do nível do aluno. Esse período de aulas é interrompido por uma semana de férias, o Toussaint, que em português quer dizer “todos os santos” e que acontece quase sempre uma semana antes da entrega final do projeto do Start and Go.
Passando a entrega final do projeto, entramos no último período do S5, ou como chamamos aqui, o S5b. Nele temos um cenário mais parecido com as faculdades do Brasil, com diversas matérias ao mesmo tempo, algumas com provas e outras com trabalhos. Esse período é o mais complicado da Centrale, pois junta a ainda existente dificuldade de ter amigos franceses, a grande quantidade de matérias trabalhosas e a chegada do inverno pesado. Com esse combo, acaba que muitas pessoas ficam extremamente mal acabando se afastando de todos e ficando mais em casa.
Felizmente, durante o S5b temos as férias de natal e ano novo, que ajuda um pouco a manter a sanidade mental durante esse momento complicado. Nessas férias temos as pessoas que acabam passando o natal em família, seja no Brasil, seja na Europa e temos também aqueles que acabam passando o natal em conjunto com os outros brasileiros na residência.
Voltando das férias temos as provas e trabalhos finais de todas as matérias em apenas duas semanas. É o momento em que os brasileiros se juntam para se ajudar e começam a descobrir aqueles que tem espirito de equipe e se preocupam com os outros e aqueles que só querem saber de suas próprias notas e pouco se preocupam em dar uma ajuda a qualquer um. Essas duas semanas provavelmente serão as mais infernais de todo o momento que você vai passar na Centrale, estresse e ansiedade sobem num nível extremo e parece que tudo vai dar errado, até que no fim tudo acaba dando certo (geralmente).
Acabando todas as provas e trabalhos entramos num período de um mês de estagio em que, aqueles que conseguiram estagio em empresas distantes se deslocam para o local dela e ficam lá por um mês isolados do resto do grupo de brasileiros, podendo fazer apenas bate e volta nos fins de semanas. Enquanto isso, aqueles que conseguiram estágios em empresas próximas ficam na residência e conseguem ter uma vida extremamente tranquila durante um mês inteiro, tendo que trabalhar durante a manhã e a tarde e tendo a noite e os fins de semanas completamente livres. O ritmo inteiro desse mês representa uma enorme diferença daquele vivido no S5 e dá uma relaxada pro semestre que vem.
Acabando o estagio de um mês, nos temos uma semana de férias, para poder ter o descanso entre os semestres, nessa semana, aqueles que listam BDA, BDE ou BDS tem a tendência de viajar com as pessoas de sua chapa para poder haver uma maior integração entre os mesmos e conseguir trabalhar nos planos para a eleição.
A partir da volta das férias, começa na Centrale o S6, nele nós temos uma matéria de cada área de especialidade centraliana e podemos escolher uma extra da área que quisermos, com exceção do setor empresarial, que devemos pegar apenas uma, sendo obrigatoriamente uma matéria de autoconhecimento. No total ficamos com 6 matérias para aproximadamente 4 meses, de março até junho, das quais três são para os primeiros dois meses e as outras três são para os dois últimos meses.
Pessoalmente, eu escolhi as matérias que eu achava interessante e que não possuíam provas, apenas trabalhos constantes ou um grande trabalho final, já que considero que aprendo melhor dessa forma. Aqueles que preferem o estilo de cobrança de provas e não gostam tanto assim da área pratica, fiquem tranquilos, pois também não estão em falta na Centrale. No geral o S6 é bem mais tranquilo que o S5, permitindo tempo para aproveitar as associações e para avançar no projeto de um ano e meio.
Com o fim do S6, temos as férias de verão, com praticamente dois meses inteiros de férias para aqueles que passaram direto. As opções aqui são vastas, existem aqueles que voltaram para o Brasil pois estavam com saudades da família, aqueles que passaram a maior parte do tempo na residência, outros que fizeram cursos de línguas ou de especialização, alguns poucos que viajaram o tempo inteiro e também aqueles que foram procurar estagio de dois meses.
Com o fim das férias, entramos agora no S7, porém, antes disso, existem as duas semanas de integração dos internacionais, na qual os veteranos internacionais são os responsáveis por ajudar na adaptação dos calouros que estão chegando agora. Quando essas duas semanas terminam, começamos verdadeiramente o terceiro período centraliano.
O S7 é o período com menos aula da Centrale, ele tem 8 horas livres dedicadas para o projeto, 4 horas livres para as associações e ainda diversos momentos sem aulas no geral. Dependendo da matéria você pode ter apenas 8 horas semanais ou então no máximo umas 16 horas, o que é uma diferença gigantesca se comparado com as mais de 20 horas semanais do S5. Nesse período temos apenas 2 matérias para os 6 meses de aula, porém são matérias completas, que englobam eletrônica, mecânica, marketing, gestão, materiais e computação.
Durante o mês de setembro até o meio de novembro temos uma das matérias, com o feriado do Toussaint no meio. Após isso temos a outra até o meio de fevereiro, tendo as férias de natal como descanso. Além dessas duas matérias, nós temos também as provas de nivelamento do nível de língua de inglês e francês (no meu ano não houve a de francês, porém no anterior ao meu existia), além da entrega final do projeto, uma das coisas que causa mais estresse no S7 inteiro. Por fim, temos também o inicio do desafio pessoal, um projeto da Centrale no qual você cria um desafio para você mesmo fazer e, junto com o tutor, avançam, durante um ano, em direção ao objetivo.
Com o fim do S7 e após as férias de fevereiro, temos o início do S8. O sistema do S8 é muito semelhante ao do S6, nós teremos 6 matérias para 4 meses de aula, a diferença vem nas matérias que podemos escolher, já que não existe um limite de uma matéria por área de especialidade, apenas existe a obrigação de pegar uma, e apenas uma, matéria empresarial, ou seja é possível pegar 5 das 6 matérias sendo de elétrica e uma voltada para o âmbito empresarial. Junto com essas matérias temos também o fim do desafio pessoal e a procura por estagio.
Após o S8, os estrangeiros têm que ter cumprido os créditos oferecidos pela Centrale e cerca de 3 meses de estágio. Aqueles que, nesses dois anos, não tiveram os 3 meses necessários de estágio em empresa, precisam, com exceção de alguns casos específicos, fazer um estágio para cumprir esses horários, o que gera, geralmente, uma estadia de mais 6 meses na Europa por parte dos alunos internacionais, totalizando dois anos e meio praticamente. Devido ao Covid, foi possível para alguns estudantes voltarem para seus países, já que a centrale flexibilizou suas regras.
Atualmente, com toda a experiencia que eu tive na Centrale acredito que eu já tenha conseguido distinguir os campos de aprendizado fornecidos por ela e aqueles fornecidos pelas faculdades do Brasil, assim, aquela conversa que existe no Brasil, que é uma faculdade generalista, que tem como objetivo fornecer conhecimento de todas as matérias para poder obter uma noção geral dos mais diferentes setores é apenas meia verdade.
O aluno centraliano tem como característica uma maior noção da dificuldade e necessidade de tempo de cada setor, então é aquela pessoa ideal para poder controlar um projeto multidisciplinar, porém ele não permite ao mesmo de se especializar em algum setor. É raríssimo ver franceses que sabem muito de um setor específico, até por isso temos aulas com menos aprofundamento nas matérias e por diversas vezes matérias com a mesma introdução.
Diversas matérias que cheguei a fazer aqui não possuem provas ou qualquer forma de controle escrito, sendo a maior parte das avaliações feitas por trabalho em grupo ou em dupla. Abaixo colocarei essas matérias explicando um pouco sobre cada uma delas e como foi o desenrolar das mesmas.
S5
- Start and Go Data Science – Primeira matéria que pegamos na Centrale, o objetivo dela era ensinar um pouco de analise de dados e machine learning. Tivemos cerca de duas aulas de teoria de modelos probabilísticos, o que da umas 4 horas de matéria e depois seguimos para a área prática, nela começamos a programar em python utilizando a base de dados fornecida pelos professores. Infelizmente, com uma base teórica fraca e programas prontos fornecido pelo curso, acabávamos fazendo um grande copiar e colar seguido de análises fracas baseadas no nosso pouco conhecimento técnico.
Ao final da mesma fizemos também uma analise textual, pegando a quantidade de palavras que aparecem no texto e fazendo a analise do mesmo baseado nisso. Aparentemente parece extremamente interessante, porém, mais uma vez devido à falta de bases teóricas, não conseguimos fazer uma boa análise.
Em resumo essa matéria serviu para interagir com os franceses e melhorar o nível linguístico dos internacionais, porém de pouco adiantou em termos de conhecimento. Recebemos apenas noções básicas da matéria, o que não nos permite fazer qualquer coisa pratica relacionada. Ao máximo sabemos da dificuldade que um expert nessa área teria para realizar alguma demanda.
Entendam que essa analise é feita por uma pessoa que gosta de elétrica, programação e gestão, logo ela pode ser um tanto quando tendenciosa.
- Introdução à Analise – A matéria mais teórica que encontrei na Centrale, possui diversos conceitos complicadíssimos da analise matemática divididos em 4 capítulos. As aulas são separadas em aulas teóricas, em anfiteatros gigantescos e em aulas de resolução de exercícios, onde aprendemos a maior parte da matéria. Como não sou muito fã de uma base matemática forte, gostando mais das aplicações potenciais, não me encaixei direito nessa matéria. É a única matéria da centrale que eu não validei.
- Sociologia das Organizações – Uma matéria com potencial para ser importante, porém que é extremamente mal aplicada, na PUC-Rio ela seria praticamente a mesma coisa que administração para engenheiros, uma matéria que, se levada a sério, ensina o básico de como administrar uma equipe ou empresa, porém, essa matéria na Centrale acaba quase não tendo aulas sérias, com trabalhos ridículos sem qualquer objetivo de aprendizado. Realmente não parece que havia qualquer planejamento.
- Complexité – Essa matéria é um tanto quanto complicada de explicar já que não existe algo muito parecido no Brasil, ela consiste basicamente em analisar um sistema complexo e conseguir compreender suas exigências utilizando um software específico para isso, chamado Cameo Systems Modeler. Realmente aprendemos algo com ela, porém não vejo muita utilidade.
- Mecânica dos meios contínuos – Um equivalente à matéria de mecânica dos sólidos no Brasil, é dada em apenas 3 meses com uma única prova no final da matéria. Por possuir uma quantidade enorme de matéria, acaba que fica apertado para entender tudo em apenas 3 meses, por isso é essencial ficar acompanhando e estudando à medida que a matéria é dada. Aqueles com facilidade em mecânica provavelmente aprenderam essa matéria, meu caso foi decorar os exercícios e passar na prova.
- Algoritmo – Semelhante à introdução a programação do Brasil, possui apenas 5 aulas de 4 horas cada e possui mais matéria que as duas matérias de introdução a programação da minha faculdade. Assim, da pra imaginar que é uma matéria complicada, especialmente para aqueles que não possuem uma base de programação. A avaliação dela é composta de relatórios dados ao final de cada aula, mini testes tanto em casa quanto no início de cada aula e um exame final, com parte teórica, questões de múltipla escolha e a parte prática.
- Tratamento de Sinais – Essa matéria engloba series e transformadas de Fourier junto com filtragem e tratamento de um sinal. As notas são divididas em testes em aula junto com relatórios entregues ao fim de duas aulas práticas. Além disso existe um trabalho final que vale uma boa parte da nota. Mais uma vez, essa matéria da, em apenas dois meses, algo que duas matérias na minha faculdade dão.
- Física Moderna – Uma das matérias mais simples da Centrale para se passar, porém uma das que tem a base teórica mais complicada, sinceramente, entendi muito pouco da parte matemática dessa matéria, porem consegui passar através dos pontos dados em exercícios feito em casa, testes online e um projeto em dupla. Além desses, ela ainda possui duas provas.
S6
- Mecânica dos meios contínuos: Simulação numérica – Seguindo a parte teórica da matéria de MMC e aprofundando um pouco, a matéria tem como objetivo ensinar a fazer simulações de elementos finitos e permitir uma analise aprofundada da mesma. A matéria tem um teste no início com conteúdo da revisão da matéria de MMC, que acredito nem precisar dizer que não me dei bem. Depois é baseada em relatórios entregues ao final de cada aula prática de simulação. Essa foi uma das matérias que mais aprendi. Desenvolvi habilidades no CATIA, além de desenvolver certas noções de mecânica que não possuía antes.
- Full Metal Modulo – Matéria relacionada à parte de materiais. A sala é separada em quatro grupos, cada um com um objetivo específico que vem a ser realizado ao longo de diversas aulas práticas de 4 horas de duração. Essa matéria é bastante ampla em questão de conhecimento, e é possível passar nela sem fazer um grande esforço, porém, para aqueles que gostam da área de materiais é interessante pela enorme quantidade de coisas práticas que podemos fazer. Aqueles que não gostam, serve para dar um gostinho de como funciona as coisas, sem exigir muito esforço nem entendimento da pessoa.
- Modelização e Comandos Aplicados à Robótica – Uma das matérias mais bem elaboradas que tive no S6, ela possui uma didática de ensino muito boa, tendo uma boa quantidade de aula teórica e prática. Basicamente começa nos métodos de controle mais básicos indo até alguns mais complexos, ela não permite você a terminar expert no assunto, porém ajuda a dar uma boa noção inicial dele. A forma de avaliação é feita através de testes e de um trabalho final que envolve o controle de velocidade de um robô.
- Estimação em Tempo Real para Engenheiros – A pior matéria que eu cheguei a fazer na Centrale, com análise inclusa. Ela tinha exatamente a mesma temática da matéria acima, porém era com foco matemático e não prático. Apesar de ela ter o objetivo de ensinar um pouco sobre a parte de modelização e estimação acaba que foca demais na parte matemática e não aprendemos quase nada com relação a prática.
- Se conheça você mesmo – Digamos que seja a matéria mais inútil de toda a Centrale, ela envolve um pouco de material de autoconhecimento e também uma boa parte de como desenvolver um projeto profissional, porém, aqueles que vieram do Brasil e já fizeram dois anos de faculdade já tem uma boa noção do que querem profissionalmente, então acaba sendo um pouco inútil.
- Sistemas de Informação – uma matéria muito bem dada, fácil de se passar e com conteúdo interessante. Ela tem um inicio que é basicamente a continuação de Complexité seguido de programação em SQL. Todas as aulas são importantes e valem nota.
S7
- Biomedica – O conceito dessa matéria é realmente interessante, porém falta muitos conceitos básicos para possibilitar um bom desenvolvimento dos alunos. Ela tem como objetivo ensinar todos os métodos principais que envolvem a tecnologia na medicina e tem como avaliação uma aula prática de cada método e um projeto final. O problema é a falta de ligação entre os métodos e as aulas, assim parece que não temos uma continuidade, quando finalmente estamos começando a entender alguma coisa, aparece algo novo. Além disso, eles chamam muitas pessoas de fora que não possuem qualquer método para dar aula. Essas pessoas são as responsáveis por apresentar as empresas delas e como elas usam esses métodos nas empresas.
- Retro-Engenharia – Essa matéria é uma das que mais me enganou. O conceito dela é sensacional: “vamos pegar um produto que existe no mercado, entender como foi feita a montagem dele, desmontando e entendendo o processo. Após isso, vamos melhorar esse produto, criando um diferencial competitivo para ele.” Infelizmente, tudo isso ficou apenas no papel. Os produtos fornecidos pelos professores são ridículos e não permitem quase nenhuma abrangência de modificação, meu grupo recebeu um mixer, o mais barato do mercado inclusive. Qualquer melhoria que pensássemos confrontava com o posicionamento da marca de ser o mais barato. No final, a maior parte dos grupos não conseguiu criar nada muito interessante, já que a maioria dos produtos eram do mesmo estilo que o meu. Além disso tínhamos aulas para nos ajudar com o desenvolvimento, uma leitura de slides de materiais, o ridiculamente básico de eletrônica de sensores e de potencia e aprendemos sobre bombas hidráulicas. (tipo sério, porque eu vou aprender sobre bombas hidráulicas para desenvolver um batedor)
S8
- SmartGrid – Ela possui a mesma matéria, professor e estilo de aula que EER (falarei logo abaixo). A única diferença é que, no meio do período, as aulas param, e começamos a ter tempo livre para fazer o projeto final. Em grupo de 4 ou 5 pessoas temos que desenvolver uma simulação de uma rede de transmissão do 0, sem qualquer base teórica dada pelos professores com exceção de circuitos monofásico e trifásicos e transformadores. Cada grupo tem alguma especificidade na rede, meu grupo, por exemplo, trabalhou com elementos acumuladores de energia. O maior problema dessa matéria é a prova, ela é extremamente mais difícil do que as das outras matérias.
- Engenharia Elétrica para o Renovável – Não sei se pode ser considerado aula, acredito que esta mais para uma monitoria. Basicamente eles indicam um livro para você ler e fornecem slides para você dias antes das aulas. Ainda antes das aulas você recebe um trabalho para fazer e trazer nos dias. Nas aulas, vocês se juntam em grupos de quatro pessoas para debater sobre esse trabalho e para fazer um trabalho em aula. Durante esse tempo o professor fica passando nas mesas perguntando se temos dúvidas. Na teoria, era para termos 4 aulas práticas, em laboratório, ao longo do período, porém devido ao Corona, acabamos tendo apenas 2 dessas aulas. Apenas fomos ter aula nessa matéria durante um curto período de tempo, quando mudou o professor, este novo professor dava a aula e fazia os exercícios com os grupos, era muito mais dinâmico. No fim, tivemos 4 provas ao longo do período, não digo que sejam fáceis, porém não são impossíveis que nem em SmartGrid.
- Gestão da Inovação – Simplesmente não tivemos aula. Tivemos três trabalhos em que escolhíamos o tema e fazíamos uma apresentação. Basicamente abordamos sobre privacidade em rede, fake News e feminismo. Todos os trabalhos não tiveram qualquer feedback, para saber onde erramos ou acertamos. Não houve nem mesmo debate com relação aos trabalhos.
- Princípios Físicos dos Sensores e Acionadores – Dividida em trabalhos semanais e um projeto final, essa matéria está classificada em elétrica, porém deveria estar em mecânica. A parte mais importante dos trabalhos dela não é a elétrica e sim a parte de modelização do solido no qual o sensor atuara e a simulação dele. Após tudo isso fazemos uma pequena simulação de circuito no LTSpice.
- Sistema de Telecomunicação – Essa matéria foi uma das mais bem organizadas durante o período do COVID, o professor gravava aulas e deixava elas online. A aula era suficiente para conseguir fazer os exercícios da semana, com algumas exceções. As práticas usando do LabView também são interessantes, contudo, o software é complicado de se usar e extremamente pesado para a maior parte dos computadores, cerca de 20% da turma não conseguiu instalar o programa.
- Sistemas Eletrônicos para Sensores – Com foco na parte eletrônica dos sensores, com amplificação, ondulação e filtragem, essa matéria possui péssimos slides e trabalhos bem complicados. No geral, com um pouco de estresse e esforço, da para se passar nessa matéria facilmente.