Esse segundo Toussaint foi totalmente diferente do primeiro, tanto do ponto de vista das nossas escolhas de conforto quanto tendo em vista o local. Como não tínhamos a renovação do visto encaminhada, não podíamos sair da França para outros lugares da União Europeia, assim decidimos sair da própria UE, indo para o Reino Unido. Como já tínhamos visto Londres, seguimos direto para Manchester e depois subimos para Edimburgo, onde pegamos um carro para visitar toda a região da Escócia.

Sendo sincero, não possuía grandes expectativas para essa viagem, pois fizemos as pressas e com um grupo de pessoas que não haviam conseguido viagem ainda, porém atualmente eu posso dizer que foi a melhor viagem que eu fiz em todo o período, tanto pela companhia, quanto por passar o dia fazendo coisas que eu gostava. Particularmente Manchester não teve nada demais, fizemos o mesmo que fazíamos em todas as viagens pela Europa, visitamos os pontos principais, fizemos walking tour e saímos para bares a noite. Tanto as walking tours quanto os bares possuíam temas voltados para o rock para a felicidade de duas das minhas amigas que estavam lá.

Saindo de Manchester pegamos um longo ônibus diretamente para Edimburgo onde ficamos hospedados na casa de uma amiga, que nos forneceu, além do alojamento aconchegante, um ótimo tour pela cidade. Gosto de pensar nesse local como uma porta de entrada para a Escócia, pois além de ser a cidade de mais fácil acesso dentro do país, ela ainda é a “preview” da beleza natural que a região inteira possui. Dentro da cidade temos diversos prédios com uma arquitetura maravilhosa, é impossível passar rápido. Vale muito a pena andar lentamente pela região e aproveitar cada canto lindo que a cidade possui. Até o cemitério da cidade é algo que vale a pena ser visto. Dois dias na região são suficientes para conhecer a cidade e frequentar os locais mais famosos turisticamente falando.

Saímos de Edimburgo pegando o carro no aeroporto para poder fazer as roadtrips para as regiões mais conhecidas. No início, dirigir com o volante invertido foi um tanto quanto esquisito, porém as estradas vazias, bem asfaltadas e sinalizadas facilitaram muito o trabalho. No geral com uma hora de estrada eu já estava mais do que acostumado com a direção, cometendo apenas alguns erros bobos como errar o lugar da marcha ou entrar na porta errada. Usamos Burghead como nossa base para conhecer toda a região pois o Airbnb era mais barato. No primeiro dia subimos de Edimburgo para nossa casa passando por Inverness e pelo Lago Ness e nos outros dias saímos antes mesmo do sol nascer para poder conhecer tudo que queríamos antes de acabar a luz, principalmente na viagem para a Ilha de Skye, na qual saímos 4 da manha e voltamos apenas as 22. Para uma viagem nesse estilo é essencial ter duas pessoas dirigindo para poder revezar.

Ao fim da viagem passamos ainda por algumas trilhas no caminho de descida até chegarmos em Glasgow, cidade na qual ficamos um dia antes de voltar para Edimburgo.